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quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Verdade Sobre finanças no Reino de Deus

A Parábola dos Talentos. Mateus 25:14-30. Chamam-me louco, maluco, que gosta de fazer dívidas... Mas prefiro ficar com a Palavra.
Introdução:
a) Um talento não era uma moeda, mas um peso.
b) Um talento, segundo Hendriksem seria em torno de 6.000 denários. Levaria em torno de 20 anos para um homem comum conseguir ganhar tanto dinheiro.
Nessa parábola temos um Empresário riquíssimo que deseja arriscar com seus servos sua própria fortuna. Ele não era apenas rico, mas muito sagaz: Ele vê que nem todos os seus servos tinham habilidades para negócios. Todavia vê, entre os seus próprios servos uma grande possibilidade de multiplicar sua fortuna. Assim ele oferece a mesma oportunidade a todos, em proporções quantitativas diferentes, esperando receber qualitativamente resultados positivos. Assim, ele distribui sua fortuna de acordo com cada servo e viaja...
I. Ensina-nos que Deus nos dá capacidades diferentes: Cinco, dois e um; ao mesmo tempo que concede oportunidades iguais, Lc.19:11-30. Em Lucas, o senhor reparte dez minas entre dez servos. Quando do seu retorno, chama os três primeiros que apresentam resultados semelhantes aos de Mateus: 
1º servo - com uma mina granjeei mais dez minas. Palavras do seu senhor: Sobre dez cidades terás autoridade; 
2º servo - com uma mina granjeou mais cinco minas. Palavras do seu senhor: sobre cinco cidades terás autoridade; 
3º servo - pegou a mina que recebera e a guardou em um lenço...De alguma forma Lucas liga o fazer, obedecer, o servir a Deus com o revestimento de autoridade dada por Ele mesmo, Deus.
a)Lucas fica tão impressionado com a lição que não nos mostra a prestação de conta dos outros sete, que provavelmente tenham sido inúteis. Somente os três primeiros já são bastante e suficientes para nos mostrar o trabalho bem como as desculpas que são apresentadas a Deus todos os dias... 
b) A lição de Mateus é óbvia: o que importa não é a quantidade de talentos que alguém possui, mas sim como essa pessoa o utiliza no Reino.
c) Deus nunca exige algo de nós que Ele mesmo (Deus) não tenha investido antes. Mas Ele (Deus) exige que usemos nosso potencial conforme nos foi investido (a quem muito foi dado, muito mais será exigido.
d) Não somos iguais nos dons recebidos, mas poderemos fazer o mesmo esforço em um mesmo empreendimento. Somos semelhantes nas oportunidades.
e) Não importa se recebemos um ou dois ou mais dons; se este dom é pequeno, grande, de alcance social ou de bastidores. O que importa é o coloquemos à serviço de Deus.

II. A recompensa do trabalho bem feito sempre será mais trabalho prazeroso por fazer. 
a) Deus sempre procura uma pessoa bastante ocupada para grandes realizações. 
b) Os desocupados estão ocupados demais com suas próprias inutilidades para que possam fazer alguma coisa de real importância.
c) Aos dois primeiros servos que haviam feito bem não lhes foi dado descanso, mas sim, mais serviço, justamente porque fizeram bem.

III. O terceiro servo, o que recebera apenas um talento não o perdera. Simplesmente não fez nada. Não fazer nada com o que Deus nos dá é pior do que se não tivéssemos nada. Por isso lhe foi tomado. Possivelmente se ele tivesse se aventurado com ele e perdido teria sido melhor que não ter feito nada. Há sempre a idéia de que algo pequeno não carece ser feito pois não compensa tanto esforço. Sua condenação foi não se arriscar pela causa de todos, nem por si mesmo. Aparentemente houve boa intenção do terceiro servo em esconder o tesouro dos bandidos, mas isso não agradou a Deus:
Inutilidade do servo:
1) falta de visão, determinação, positividade, se arriscar, ir avante...
2) Desejo de manter as coisas como são e estão. Não desejar desenvolvimento e crescimento de verdade.
3) Timidez por ter recebido tão pouco? “Crente galinha de angola, só vive cantando: tô fraco, tô fraco. Ninguém me ama, ninguém me quer. Vão certamente gravar: Esqueceram de mim III.
4) Na ótica do senhor, ele viu naquele servo: Suspeita, Subjetividade, Preguiça, Negligência.
5) Na realidade, este servo acusa o próprio senhor de ser muito severo e exigente. Mas ele próprio não confiou no seu senhor, nem em si mesmo ao desejar a preguiça que o trabalho.
É daquele tipo de crente que ora: Senhor, não me mande marchar diante do mar vermelho. Eu confio em ti, mas não sei nadar...
Senhor, não deixe que me joguem na cova dos leões. Eu confio em ti, mas tenho alergia a pêlos de animais...
Senhor, não deixe que me joguem na fornalha de fogo. Eu confio em ti, mas tenho alergia à fumaça.
Se aquele senhor tivesse demorado mais um pouco em sua viagem, certamente que os dois primeiros servos teriam produzido ainda muito mais com seus talentos. Consequentemente o inútil continuaria sua vida de inutilidade, provavelmente tomando cápsulas para dormir de tanta ansiedade por não fazer nada e desejar ardentemente que o senhor voltasse logo para se ver livre daquele “bendito talento”.

IV. Verdade Universal:
A quem tiver muito, muito lhe será dado, e quem não tiver, até o que tem lhe será tirado. 
a) Se fores fiel no pouco, serás fiel no muito. Se não fores fiel no pouco, certamente que jamais passarás disso. 
b) Seja o que for que saibamos fazer, quanto mais o exercitarmos, melhor e mais oportunidades teremos de fazê-lo melhor e nos abrirmos para outras realidades.
Conclusão:
a) Oportunidades e habilidades: pertencem a Deus: Nós as usufruímos, mas Deus é o proprietário.
b) Deus dá oportunidades e dons aos seus servos: Não existe crente “desdonzado”. Como não existe o crente bombril: mil e uma utilidades: toca, rege, prega, faz oração silenciosa, evangeliza, discipula e administra a igreja tudo sozinho...
c) Pecado não é só adulterar, matar, roubar... é ser inútil e omisso também.
d) Expectativa do retorno de Jesus: oportunidade para o nosso desenvolvimento.
e) Tudo que fizermos aqui, deve ser em vista da prestação de contas naquele dia final.
f) Mesmo atividades espirituais são vistas e analisadas de acordo com o que estamos fazendo aqui e agora.
g) Negociar as riquezas do nosso Mestre é um privilégio. Dependendo disso, iremos compartilhar em grau de intensidade os resultados com Ele (galardão).
h) Em vez de ser verdadeiro com sua verdade, o servo negligente e preguiçoso só apresenta desculpas, e se torna a si mesmo um vitimizado.
Rev. Dr. Mauro Clementino

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