Nosso Ano

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domingo, 19 de setembro de 2010

Sonhe e ganharás o mundo.

Destruidores de sonhos - Pr. Mauro Clementino
Sonhos Demolidos: atirados em poços e vendidos - Gen.37:14-25 Onde parece tudo desmoronar, é quando Deus redireciona a sua vida. Afinal, como José iria mudar o mundo vivendo aquela vidinha lá em Barbacena?!? Era o momento de José ficar quieto.
O problema básico é que este mundo pecaminoso e perdido odeia todos os sonhos e todos os sonhadores que interferirem em sua atividade maligna. Por isso faz tudo que pode para destruir tanto o sonho como o sonhador.
O problema é que a realização de seu sonho o leva a invadir um determinado território ora ocupado pelo inimigo, aí então o inferno todo se enfurece. Foi o que aconteceu com José.

I - Um certo dia, seu pai o manda ir ver como estavam seus irmãos que apascentavam os rebanhos perto de Siquém, Gen. 37.14. A viagem demoraria em torno de dois dias. A preocupação de Jacó fazia sentido:
Foi nesse lugar que algum tempo atrás os filhos de Jacó haviam matado alguns homens do local por terem violentado sexualmente Diná, a única filha de Jacó (Gen.34). Poderia ser que a hostilidade se reacendesse contra eles a qualquer momento. Enquanto José se preocupava com os prováveis inimigos externos, ele nem fazia idéia que seus reais inimigos eram seus próprios irmãos.
Mas tão logo José chegou a Siquém, soube que seus irmãos haviam partido para Dotã. Mais 20 quilômetros de caminhada para encontrá-los. Como a região era bastante plana, e a capa que José ganhara de seu pai era bem colorida, logo foi avistado à distância. Seus irmãos quando o viram, disseram: Lá vem o sonhador, Gen.37:20. E logo se puseram a tramar a sua morte. Tomam a sua túnica de várias cores e discutem o que fazer com José.
II - A túnica mostra o lado afetivo de José com seu pai. Seus irmãos simples e bruscamente a tomam dele e mais tarde a mancham de sangue para simularem sua morte... José não podia retornar para contar o acontecido ao seu pai. E, seus irmãos tomam dele a capa que era o símbolo do carinho, de sua predileção.
III - A narrativa mais parece um registro policial. Um crime hediondo estava sendo tramado. Impiedoso, frio e calculista: a maneira como os próprios irmãos de José planejam acabar com ele, mostra como já naquele tempo a maldade imperava no coração do ser humano. Diziam eles: Vamos acabar com esse cara. Agora é a nossa vez. E, pela sugestão de Rúben, o mais velho, optam por atirar José na cisterna.
Aquelas cisternas eram cavadas por pastores, com o objetivo de recolher água da chuva, para dar de beber ao rebanho. O formato delas era semelhante a uma garrafa, com uma boca estreita para que pudesse ser fechada com uma única pedra. O fundo porém era alargado, com uma base imensa. Era simplesmente horrível cair numa cisterna dessas. Veja a narrativa dos seus próprios irmãos mais de 20 anos depois, como ainda guardavam em suas mentes angústia e a súplica de José pedindo que não fizessem isso, Gen. 42.21.
José está agora na fossa. Não é assim que você se sente quando estragam os teus sonhos? Que angústia, que sufoco! Estragam meus sonhos e me lançaram na fossa... Foi o que José sentiu naquele dia. A angústia de José é ilustrada até pelo profeta Amós 6:1,6. Nossa maior decepção não ocorre com os desconhecidos não. Até porque deles e neles não temos muitas expectativas. Mas nossas frustrações normalmente vem daqueles em quem mais investimos, ou de quem mais esperamos coisas boas. José fôra naquele local em busca de notícias para seu pai, nada mais. Se preocupando com o bem estar deles. A sua paga foi o ódio, o poço, a fossa... Enquanto isso, nos diz o texto que seus irmão se sentaram para comer e a festejar...
Foi a Dotã de José. Cada um de nós tem a sua Dotã, onde nossos sonhos são atirados no poço por outras pessoas. Nossa Dotã, onde os sonhos são vilipendiados, massacrados, odiados. Onde parece que tudo foi de água abaixo. E experimentamos a angústia, o medo, o ódio, a frustração, o temor, a desilusão. É um momento de encruzilhada. Dificilmente alguém pode dizer que entende perfeitamente esta situação. Ao contrário. Parece que tudo que Deus nos disse através de Sua palavra não está servindo para nós e dificilmente será cumprido. Tudo vai ao contrário do que parece certo. Aliás, o errado toma o lugar do certo. A dúvida toma o lugar da certeza e o mal assume o lugar do bem. Você se sente de cabeça para baixo.
IV - Todavia, é o momento de nos prendermos no único fio de esperança que nos resta: confiarmos que Deus não mente, não muda e sempre cumpre o que nos diz – mesmo que tudo pareça o contrário. Como já dissemos antes,
Deus possui uma incrível capacidade de transformar males em bênçãos;
em transformar os obstáculos mais difíceis em sonhos realizáveis;
as maiores injustiças, nos ideais mais elevados;
as derrotas mais arrasadoras, nas convicções mais santas; e as tramas mais estranhas, nas reviravoltas mais surpreendentes.
Você crê nisso?
Enquanto José estava naquele poço frio, possivelmente molhado, sombrio e se sentindo rejeitado pelos seus próprios irmãos, Deus estava trabalhando em seu caso, em seu favor. Um escritor chamado Oswald Chambers disse que Deus é o engenheiro das nossas circunstâncias. Porque a Bíblia nos diz que, “Para Deus, nada é impossível”. E, enquanto José estava em completa solidão no poço, na sua fossa, Deus estava encaminhando para aquele lugar um grupo de comerciantes em seus camelos, os midianitas ou ismaelitas. Assim como José era bisneto de Abraão, também aqueles homens eram bisnetos de Abraão por parte de Ismael.
Judá então, sugere que José seja vendido àqueles homens: eles então estavam matando dois cajados com uma só coelhada: Ficavam livres de José de uma vez por todas e ainda podiam ter um dinheirinho. E assim o “negócio” da venda de José acontece. José sai do poço, mas sua fossa continua. Agora ele é mercadoria. Acompanha aqueles homens para uma terra estranha, acorrentado, desprezível e desprezado, vendo a alegria no rosto de seus irmãos pelo que estavam fazendo com ele.
Aqueles mercadores midianitas levam José para o mercado de escravos no Egito. À medida que os dias passavam, ficava mais difícil José conseguir enxergar a realização dos seus sonhos que pareciam agora estar totalmente destruídos. Como é que agora vou realizar meus sonhos, não bastasse o ódio dos meus irmãos, a humilhação que sofri , minha experiência no poço, ser um objeto de venda pelos meus próprios irmãos? Como posso ser um molho de trigo onde todos os outros se dobram perante mim nesta situação? Como posso ser uma estrela, onde todas as outras se dobram perante mim? Estando em uma situação de total derrota? Certamente que você também tem passado por algo semelhante e parece que o mundo vai desabar sobre sua cabeça. Em vez de ver as coisas melhorando, parece que cada dia está piorando cada vez mais. É muito difícil continuar confiando quando você não vê uma única ponta de esperança. É difícil exercitar a fé, quando tudo parece ir contra você. Parece que você está remando contra a correnteza...
Como é que posso ter meus sonhos realizados no Egito? Por que Egito? Um povo estranho. Falam uma língua estranha. Têm hábitos e costumes estranhos. Se antes José não tinha diálogo com seus irmãos porque era invejado, odiado por eles, e falavam a mesma língua. Aliás, eram fruto de um mesmo lar; agora José está tanto isolado quanto antes, pois está cercado de gente, mas que para ele não faz o menor sentido. Não havia comunicação. Tudo era muito estranho.
Por que o Egito? Deus sabia muito bem que os sonhos de José estavam simplesmente em processo e em desenvolvimento. A terra prometida aos filhos de Israel era Canaã. Naquele tempo ela era habitada por tribos guerreiras, e os israelitas eram ainda em bem pequeno número. Se os filhos de Jacó fossem para Canaã naquela época, possivelmente seriam exterminados ou se misturariam com eles e seriam absorvidos por eles de tal forma que deixariam de ser um povo especial. Além disso, os cananeus eram rudes, selvagens, bárbaros, sem muito conhecimento.
Por isso, teriam que se mudar para um lugar onde isso não teria a menor possibilidade de acontecer. E Deus escolheu o Egito. Os egípcios eram muito orgulhosos. Não se misturavam muito com estrangeiros (Gen.43:32). Naquela época estavam por cima da carne seca. Eram os primeiros do mundo. Florescia uma das maiores civilizações que o mundo já conheceu. Por esta época, as pirâmides já tinham sido construídas. Os egípcios possuíam bibliotecas, universidades, antes e cultura com as quais os filhos de Israel iriam ter contato. Isso resultaria na formação de Moisés, um grande príncipe entre os hebreus, que mais tarde iria dirigir os destinos do povo de Deus... Então, ficando na terra de Gósen, seriam protegidos de José em um tempo bastante e suficiente que, quando lembrados ou quando fossem percebidos, já estariam em grande número. E foi exatamente o que aconteceu.
José, que tinha apenas 17 anos, que havia chorado de angústia ao ser lançado no poço, se sentia mais uma vez rejeitado por ser vendido como escravo, agora era uma mercadoria na praça de mercado escravo do Egito, disponível, à venda, podendo ser propriedade de qualquer um. Certamente que José não sabia o que estava acontecendo com sua vida. Tudo estava indo de mal a pior. Seus irmãos não sabiam, mas Deus estava dirigindo a vida de José. Os beduínos do deserto não sabia, mas eles estavam levando José para o centro da vontade de Deus para a realização daqueles sonhos.
José tinha um sonho, que sofreu um terrível revés em Dotã. E o que ou quem foi que sustentou seu espírito por treze longos anos que se seguiram nos quais ele experimentou tanta luta e sofrimento? Deus. Deus deu os sonhos a José e sem eles, José não teria subsistido. Mas ele creu que Deus os cumpria em sua vida, desse o que desse, custasse o que custasse. É preciso crer em Deus que te deu um sonho a realizar para que você continue a viver. Sem um sonho a vida não faz sentido, não vale a pena. Nós não subsistiremos se não tivermos nossos sonhos... Sonhe e ganharás o mundo!

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