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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Um barquinho preparado - Armando Altino da Silva Júnior Publicado em 08.01.2010




“ E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não oprimisse.”
Marcos 3:9


Terminamos mais um ano e guiados por este ritmo louco desta humanidade pós-moderna,  pensamos mais no que teremos que fazer, do que no que temos feito. Jesus neste texto, nos mostra que às vezes precisamos parar e reconsiderar nosso ritmo de caminhada. Precisamos mensurar se o volume de coisas que estamos carregando é mesmo necessário.

Podemos aprender muitas lições para nossa vida, com esta atitude de Jesus:


1º - Precisamos entender que não podemos resolver todos os problemas do mundo.

Parece estranho que Jesus sabendo ter tão pouco tempo com estas pessoas, pudesse pensar em parar, fugir da correria.

Se soubéssemos que teríamos tão pouco tempo, talvez fizéssemos serão todos os dias para tentar resolver todos os problemas a tempo, mas Jesus não fez isto!

Constantemente encontramos pessoas que estão sofrendo por problemas que não são delas ou por problemas que não podem resolver. Muita gente ia até Jesus para ser curada, e neste momento Jesus entendeu que mesmo que ficasse todos os dias, as 24 horas do dia, não resolveria todos os problemas. Ele então, diminui o ritmo e deixa o barquinho preparado.


Quanto a este ativismo desumano, Jesus nos ensina a entrar no barquinho!




- Existem pessoas que sugam as nossas forças e sentimentos. Com toda certeza você reconhece entre as pessoas que lhe cercam, algumas que basta uns momentos perto delas para se sentir como uma fruta desidratada.


Elas dominam a estratégia de centralizar as atenções em seus problemas. Os seus problemas estão sempre no hit parade e nós, caímos nesta. Nos sentimos o super-herói, o resolve tudo, até o momento que não podemos mais ajudar; aí viramos o vilão da história.

Jesus também sabia que não poderia estar para sempre com estas pessoas, elas precisavam aprender a caminhar também sozinhas. Estas pessoas que nos sugam, são as primeiras que quando não podemos dar o que querem, nos abandonam e nos criticam. Foi exatamente isto que fizeram com Jesus em João 6:66.


Quanto a estas pessoas, Jesus nos ensina a entrar no barquinho!




- Precisamos sempre de um refúgio uma fortaleza na qual podemos descansar, nos refazer das batalhas.


Não estou falando de um espaço físico, mas como Davi declara em um de seus cânticos: “Deus é o meu rochedo, nele confiarei; o meu escudo, e a força da minha salvação, o meu alto RETIRO, e o meu REFÚGIO. Ó meu Salvador, da violência me salvas.” II Sam. 22:2-3 e ainda, “DEITAR-ME faz em verdes pastos, guia-me MANSAMENTE a águas tranquilas. REFRIGERA a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.” Salmo 23:2-3

Encontre este lugar em sua vida e em seu coração, lugar da quietude, do silêncio e da restauração. Não precisamos permanecer constantemente no primeiro lugar levando tiros e bordoadas, às vezes precisamos reconhecer nossas feridas e parar.

Davi conhecia o ócio santo, o descanso nos braços do Pai, a  “espiritualidade do deserto e o caminho do coração” como nos ensina Henri Nouwen.


Quanto a esta cultura do “nem que morra”, Jesus nos ensina a entrar no barquinho!


Tenha sempre o barquinho preparado!

Reprodução Autorizada desde que mantida a integridade dos textos, mencionado o autor e o site www.institutojetro.com e comunicada sua utilização através do e-mail artigos@institutojetro.com

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