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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Liderança Reativa - Por Pastor Bernardo da AMME Evangelizar



“Seguiu o conselho dos jovens e disse: ‘Meu pai lhes tornou pesado o jugo; eu o tornarei ainda mais pesado.” 1Rs 12:14
Roboão que, logo nos primeiros dias de seu reinado, perdeu a maior parte de seu reino, é um exemplo do que devemos evitar na liderança. Seu fracasso foi tão rápido e tão destrutivo que nem nos damos conta de que se repete diariamente, em menor escala, à nossa volta.
Podemos chamar a razão do fracasso de Roboão de liderança reativa, se é possível liderar reativamente. Supõe-se que um líder deve liderar, deve sair na frente, deve ser pro-ativo. Quando as decisões são tomadas como reação, de fato, o líder não está liderando mas seguindo. Isso é, quase sempre, desastroso.

Roboão reagiu ao passado. Triste, mas típico que filhos de pais bem sucedidos sejam líderes medíocres. Frequentemente, desgostosos de uma autocracia que sofreram e que os faz desejar se individualizarem, deixam de escolher o que fazer em função dos resultados, para simplesmente rejeitar o que é igual ao que o pai fazia, e abraçar aquilo que ele não fazia. Submetendo-se assim ao passado, deixam de liderar.
Roboão reagiu ao presente. Certa vez aconselhei um obreiro jovem que sucedia um pastor de intenso e brilhante ministério. Eu lhe disse que não pusesse uma placa de “sob nova direção” ao assumir a igreja, mas ele não ouviu. Logo destruiu seu próprio ministério prejudicando toda a igreja. Quando nos rendemos às tenatações do poder e passamos a fazer as coisas simplesmente porque há oportunidades, deixamos de liderar.
Roboão reagiu ao futuro. Quando as consequências de seus atos impulsionaram os fatos para uma configuração que ele não esperava, o novo rei ainda tentou uma volta ao passado, reuniu soldados para restabelecer as coisas como eram, sem perceber que a história não tem volta. É preciso viver para a realidade próxima.
As atitudes de Roboão ilustram bem o que os jovens de hoje devem evitar quando assumem uma posição de liderança, especialmente na evangelização: não se deixar pressionar pelas experiências ruins do passado, pelas possibilidades sedutoras do poder no presente, nem pelas inovações ameaçadoras do futuro. Antes, à semelhança do lema da cidade de São Paulo: não seja conduzido, conduza!

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