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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Conselhos de Paulo aos jovens pastores


Conselhos de Paulo aos jovens pastoresElben M. Lenz CésarPublicado em 16.06.2008
Além das nove cartas gerais aos romanos, coríntios, gálatas, efésios, filipenses, colossenses e tessalonicenses e da carta pessoal a Filemon, Paulo escreveu três cartas pastorais, duas a Timóteo e uma a Tito. Ambos são tratados como “verdadeiros filhos na fé” (1Tm 1.2; Tt 1.4).

Nessas cartas pastorais, há dezenas de exortações. Os verbos sempre estão no imperativo, como, por exemplo: “Combata o bom combate”, “Exercite-se na piedade”, “Fortifique-se na graça”, “Pregue a palavra”, “Seja moderado” etc. Se você fizer um arranjo classificado desses imperativos, encontrará dez exortações básicas.

1. Cuidado com a saúde
“Não continue a beber somente água; tome um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas freqüentes enfermidades” (1Tm 5.23)

2. Cuidado com a vida devocional
“Exercite-se na piedade. O exercício físico é de pouco proveito; a piedade, porém, para tudo é proveitosa” (1Tm 4.7-8).
“Fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus” (2Tm 2.1).

3. Cuidado com a sexualidade
“Trate as moças como a irmãs, com toda a pureza” (1Tm 5.2).
“Conserve-se puro” (2Tm 5.22).
“Fuja dos desejos malignos da juventude” (2Tm 2.22).

4. Cuidado com o exemplo
“Seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (1Tm 4.12).
“Dedique-se inteiramente a elas [à leitura pública das Escrituras, à exortação e ao ensino], para que todos vejam o seu progresso” (1Tm 4.15).
“Busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão” (1Tm 6.11).
“Guarde este mandamento imaculado e irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Tm 6.14).
“Em tudo seja você mesmo um exemplo para eles, fazendo boas obras” (Tt 2.6).

5. Cuidado com a moderação
“Seja moderado em tudo” (2 Tm 4.5).
A prática do equilíbrio é a arte de se aproximar o máximo possível da medida certa no tempo certo, pelo acurado exercício do bom senso e sob a orientação da Palavra de Deus em seu todo e do Espírito Santo. Moderação nunca é neutralidade, hesitação contínua, passividade, medo de riscos, desejo de agradar uns e outros ou fuga da responsabilidade. Ao contrário do que se pensa, a moderação em geral é a mais trabalhosa e a mais criticada das posições, pois não conta com o apoio das multidões que se encontram num extremo e no outro.
A falta de moderação cria divisões na igreja, dá à luz movimentos heréticos, gera fanatismo e produz falsos profetas.

6. Cuidado com o sofrimento
“Suporte os sofrimentos” (2Tm 4.5).
Não atraia o sofrimento. Não o hospede. Não se entregue. Não se irrite. Não brigue com Deus. Ore mais intensamente (Tg 5.13; Lc 22.44). Aguarde o socorro do Senhor. Aproveite o sofrimento próprio para entender o sofrimento alheio, para pastorear melhor os que sofrem. Tire outros proveitos do sofrimento para você mesmo e para os outros.

7. Cuidado com a doutrina
“Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade” (2Tm 2.15).
“Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina” (1Tm 4.16).
“Rejeite as fábulas profanas e tolas” (1Tm 4.7).
“Retenha o modelo da sã doutrina que você ouviu de mim” (2Tm 1.13).
“Permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção” (2Tm 3.14).
“Fale o que está de acordo com a sã doutrina” (Tt 2.1).
“Quero que você afirme categoricamente essas coisas, para que os que crêem em Deus se empenhem na prática de boas obras. Tais coisas são excelentes e úteis aos homens” (Tt 3.8).

8. Cuidado com o pastoreio
“Não repreenda asperamente o homem idoso, mas exorte-o como se ele fosse seu pai; trate os jovens como a irmãos; as mulheres idosas, como a mães” (1Tm 5.1).
“Não aceite acusação contra um presbítero, se não for apoiada por duas ou três testemunhas” (1Tm 5.19).
“Procure observar essas instruções sem parcialidade; e não faça nada por favoritismo” (1Tm 5.21).
“Não se precipite em impor as mãos sobre ninguém e não participe dos pecados dos outros” (1Tm 5.22).
“Evite as controvérsias tolas e inúteis, pois você sabe que acabam em brigas. Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos” (1Tm 2.23-24).

9. Cuidado com a mensagem
“Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com a verdade da fé e da boa doutrina que tem seguido” (1Tm 4.6).
“Dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino. Não negligencie o dom que lhe foi dado por mensagem profética com imposição de mãos dos presbíteros” (1Tm 4.13-14).
“As palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros” (2Tm 2.2).
“Faça a obra de um evangelista” (2Tm 4.5).
“Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina” (2Tm 4.2).

10. Cuidado com a centralidade de Jesus Cristo na proclamação das boas notícias
“Lembre-se de Jesus Cristo, ressuscitado dos mortos, descendente de Davi, conforme o meu evangelho” (2Tm 2.8).
A Ceia do Senhor é o elo de ligação entre o Jesus da Paixão e o Jesus da Glória, entre o primeiro e o segundo adventos. É para comer o pão “em memória de mim” (1Co 11.24). É para beber o vinho “em memória de mim”(1Co 11.25). Várias vezes, muitas vezes, “até que Ele venha” (1Co 11.26).

É para lembrar não do Jesus histórico, mas do Jesus das boas notícias. Do Verbo que “tornou-se carne e viveu entre nós” (Jo 1.14). Daquele que “esvasiou-se a si mesmo” e foi encontrado “em forma humana” (Fp 2.7-8). Daquele que foi chamado de Emanuel, que significa “Deus conosco” (Mt 1.23). Daquele que é a imagem visível “do Deus invisível” (Cl 1.15, Jo 14.9). Daquele que “é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser” (Hb 1.3). Daquele que rasgou ao meio o véu do santuário (Lc 23.45). Daquele que assentou-se à direita da Majestade nas alturas “depois de ter realizado a purificação dos pecados” (Hb 1.3). Daquele que abriu o livro selado com sete selos e desemperrou a história da redenção (Ap 5.1-5). Daquele que foi exaltado “à mais alta posição” e recebeu “o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fp 2.9-11).

É para lembrar da concepção sobrenatural de Jesus, de sua natureza divina e de sua natureza humana, de sua “imatabilidade” (Jo 10.18), de seu sacrifício vicário, de sua ressurreição, de sua ascensão, de seu ministério atual de colocar todos os poderes e estruturas adversos à criação e ao bem-estar do ser humano debaixo de seus pés (1Co 15.25), de sua volta “com poder e grande glória” (Mt 24.30), de seu espetacular triunfo sobre a morte, “a angústia básica de todo ser humano” (Ana Maria de Souza Barbosa), “a grande neurose de todo ser humano” (Roberto Chabo), “a mais fria anti-utopia” (Bloch)!
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